quinta-feira, 15 de agosto de 2013

TÔ mAU!   Sarna Demodécica 



Ninguém quer ver seu animalzinho doente. Isso é o óbvio. Só que para aqueles donos de animais de estimação pouco observadores, que na verdade tem o bom e velho “melhor amigo só de quintal”, alguns males podem passar despercebidos. Quando se tornam problemas graves a correria é grande, os gastos maiores e, o pior, a doença pode estar em um estágio tão avançado que perdemos a luta por falta de atenção ou negligência.

Quando uma amiga, Jeovanna Maria, me contou que o Wellington foi diagnosticado com Sarna Demodécica, a fala que me marcou foi: "tô arrasada". E quando os amamos de verdade, é assim que nos sentimos. Por isso será o primeiro tema de saúde animal que abordaremos no Cãopetente. Primeiro vamos apresentar o Wellington. Aliás, essa carinha aí em baixo nem precisava de muita apresentação, não é mesmo?

O Buldogue Francês de um ano e três meses, apresentou os sintomas há algum tempo. "Há cerca de seis meses sua pele ficou avermelhada com textura áspera e odor. Teve queda de pelo, as lesões foram se espalhando e eu, erroneamente, descartei a possibilidade de Demodex, porque o compramos de um canil que nos enviou junto com sua documentação, um certificado que 'garantia' a ausência da doença, que é adquirida no processo de gestação e parto".

Pois é. O início do tratamento correto do Wellington sofreu um atraso por causa de uma informação errada. Como o canil poderia garantir que a doença não acometeria o cão? Antes da confirmação da Sarna, ele foi medicado com antibióticos, antifúngicos, inclusive a família chegou a imaginar que poderia ser uma reação alérgica à alimentação.

Sua doença foi diagnosticada durante um banho, quando a veterinária decidiu fazer uma raspagem no Wellington e apresentou o laudo. Desde então, a boa notícia é que esse cão com cara de artista de cinema está melhorando a olhos vistos. Permitam-me uma aparte? Ele é muito lindo!!!

O Zeus está na torcida, Wellington. Na torcida para que o estágio "tô mal" (ou tô mAU, rs), passe logo para o "tô bombando!". Sara logo, viu?

Afinal, o que é a Sarna Demodécica?

O médico veterinário, Daniel Ribeiro Martins, explicou que a doença é causada pelo ácaro Demodex Canis. "O Demodex Canis habita a pele dos cães. Todos possuem uma carga desse ácaro, porém alguns apresentam uma colônia excessiva quando a imunidade está baixa, causando assim o surgimento de lesões na pele".

Seus sintomas podem ser a perda de pelos, pele avermelhada ou ainda seu escurecimento e/ou espessamento. Pode também ocorrer a descamação ou a formação de escamas ou caspas na pele do animal.

Mas Daniel dá uma super dica para tentar evitar que a doença volte. "Uma consideração muito importante no tratamento é a prevenção que é feita por meio da castração. Nas fêmeas que apresentam a doença é muito comum que ela volte quando o animal entra no cio, pois é normal uma baixa imunológica".

O veterinário diz que as áreas mais comuns de lesão são ao redor dos olhos, orelhas e extremidades - patas e cauda.

Imagem retirada da Internet. 
Quando olhamos para sua aparência logo nos vem a sensação de uma terrível coceira, não é mesmo? Pois Daniel também contou que de uma escala de 1 a 5, essa coceira abrange os graus 2 ou 3. Para fazer um comparativo com um outro tipo de sarna, na Sarcóptica esse grau transita nos maiores índices, o 4 ou o 5.

Não é exatamente um alívio, mas é legal saber que o Wellington não chegou ao ápice da coceira não é? Ainda mais no Rio de Janeiro, onde ele mora, cuja temperatura é quase sempre muito alta. Coitadinho!

Algumas raças estão mais predispostas a ter a doença, entre elas o American Pitbull Terrier, Akita, Chow-Chow e Sharpei. Ela pode se apresentar também em gatos.

Tratamento

Aqui no Cãopetente não serão divulgadas formas de tratamento, tão pouco nomes de medicamentos, pois não queremos estimular a auto-medicação.

Mas algo bacana que o dr. Daniel disse é que a realização periódica de hemogramas poderá avaliar a imunidade do animal. Se você trata uma causa, evita a doença. não é mesmo?

Há ainda pessoas que apostam em tratamentos alternativos, mais naturais. Desde que acompanhado por um profissional e que haja resultado efetivo para o animal, qualquer tentativa valerá a pena. Mas o mais importante é nunca deixar de levar o seu amiguinho a quem de fato poderá dar início a uma investigação para descobrir quaisquer doenças. Ao nos arriscarmos a medicar nossos bichos podemos criar um novo problema em sua saúde. Pois o efeito pode ser contrário ao que esperamos ou pior: pode se tornar mais grave ou fatal.

Contudo, quando conhecemos melhor alguns sintomas podemos passar informações valiosas para abreviar o diagnóstico do doutor, não é mesmo? É a nossa proposta.

Selecionei alguns links na Internet e os disponibilizo abaixo, para que obtenham mais informações. 

Valeu doutor!

O Cãopetente agrade ao dr. Daniel, médico veterinário que se prontificou a responder nossas dúvidas. Conheça um pouco o seu perfil.

Daniel Ribeiro Martins. Formado em 2008 pela Faculdade de Jaguariúna, São Paulo. Atua na clínica médica e cirurgia de pequenos animais. Veterinário de cães e gatos, está concluindo pós-graduação em Clínica Cirúrgica, na Quallitas, em Campinas. Antes atendia em domicílio. Mas agora está investindo numa clínica e logo, logo atenderá na Zona Leste de São Paulo. Possui um blog que dá dicas de primeiros socorros para tirar nossos animais do risco até chegarmos ao veterinário. Vale a pena conhecer. É o http://danielveterinario.blogspot.com.br/

Quer saber mais sobre alguma doença específica? É só pedir que a gente corre atrás da informação. Procuraremos, sempre que possível conversar com um profissional para garantir que a informação esteja correta.

Até mais ver!


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