sexta-feira, 18 de abril de 2014

"Cada movimento é um flash!"


Já pensou em transformar os momentos de lazer do seu animal de estimação em grandes recordações?



Domingo é dia de descanso, de passeio, de diversão. Em Belo Horizonte, tem uma programação especial para os cães e seus donos. Todo domingo a Praça JK, localizada na Avenida Bandeirantes, se torna um ponto de encontro de vários cães, o que certamente é um prato cheio para quem gosta de fotografia. Amadores e profissionais tem um infinidade de gracinhas caninas para registrar.

E foi esse cenário repleto de possibilidades e boas imagens que a fotógrafa Letícia Gloor encontrou para registrar momentos incríveis. Letícia, também tem uma mascote de pouco mais de um ano e meio chamada Safa. Ela tem 21 anos e fotografia é a sua profissão. Ela vai nos contar como teve a ideia de fotografar momentos de lazer dos cães e fazer disso um divertido e prazeroso negócio.

Safa, a lindeza da Letícia!

 Cãopetente – Há quanto tempo trabalha com fotografia e desde quando com animais de estimação?

Letícia Gloor – Trabalho com fotografia já há algum tempo. Eu cursei jornalismo na faculdade e o amor pela fotografia foi o meu principal estímulo para a escolha dessa graduação. O trabalho com fotografia de animais de estimação foi iniciado em meados de 2013. Eu sempre amei animais e fotografia, mas nunca imaginei mesclar os dois em uma profissão. Comecei a tirar fotos como uma brincadeira, mas depois vi que seria um mercado bastante interessante de atuar. Além de fazer o que eu realmente amo, a procura por produtos e serviços pets tem crescido a cada dia.

Cãopetente – Com que outro segmento da fotografia já trabalhou?

Letícia Gloor –  Trabalhei com fotojornalismo, mas como fotógrafa freelancer. Só trabalhei com fotografia de animais até hoje. Acho interessante se especializar em um segmento da fotografia. Fotógrafos "genéricos" acabam não conseguindo mercado em nenhuma área. 



Cãopetente - Como surgiu a ideia de clicar de animais de estimação?

Letícia Gloor – Quando eu era mais nova eu tinha três cachorros: um Pastor Belga, um Golden Retriver e um vira-lata. Quando eu não estava na escola, estava brincando com os cães. Eles acabaram se tornando meus primeiros modelos. Aprendi a fotografar com eles. Ficava treinando focos e poses diferentes, até encontrar uma que me agradasse. Até esse momento era pura brincadeira. Quando eu já estava trabalhando com fotojornalismo, um amigo começou colocar pilha para eu começar a fotografar animais de estimação, especialmente cachorros. Eu sempre levei isso na brincadeira, mas um dia resolvi dar uma chance. Em Belo Horizonte existe uma praça chamada Praça Jk. Aos finais de semana donos levam seus cães para ficarem brincando. Quase todos os animais ficam sem coleira, brincando, enquanto os donos observam. Eu resolvi ir nessa Praça num domingo para treinar. Nesse mesmo dia surgiram vários clientes e eu não parei de ir desde então. Além de ficar conversando com vários donos super legais, eu fotografo. Faço contatos e ainda me divirto bastante. Não costumo levar a minha cachorrinha, pois é muito trabalho cuidar dela e ainda fotografar! Hehe. Estou atuando nesse seguimento desde meio de 2013.



Cãopetente – Realiza seu trabalho apenas na Praça?

Letícia Gloor – Fotografo todo domingo na Praça Jk, além de cobrir eventos e fazer ensaios. No caso dos eventos eu já cobri encontros de raças, ‘cãominhadas’ e festas de aniversários. Alguns canis já me contrataram para fotografar ninhadas novas, pet shops com eventos interessantes etc.
No caso dos ensaios, o dono entra em contato comigo por e-mail, telefone ou Facebook e agenda um horário. Pode ser um ensaio apenas do cão, ensaio do cão e do dono, ou ensaio de toda a família. 


Cãopetente - Você produz books de animais?

Letícia Gloor – Eu não costumo fazer books. Faço um ensaio fotográfico com o animal ou com a família toda e depois entrego as fotos editadas e em alta resolução em um DVD. Ofereço alguns produtos com as fotos, tais como imã de geladeira, calendário, porta-copos, capinha de celular entre outros. Considero os books ótimas lembranças, mas eles acabam sendo um pouco esquecidos e ficam guardados dentro de um armário. Prefiro oferecer as fotos em objetos que estejam sempre a vista. Dessa forma, cotidianamente o dono relembra aquele momento especial vivido com o animalzinho.

Cãopetente - Qual o custo das suas fotos?

Letícia Gloor – Os ensaios fotográficos saem entre 250 e 350 reais, dependendo da distância da locação, quantidade de membros  e tempo de duração. Nesse caso é entregue um DVD com cerca de 20 fotografias editadas e em alta resolução. Se há o interesse em adquirir somente uma fotografia, o valor é R$15,00 - o arquivo em alta resolução e editado.

Cãopetente – Como produz suas fotos?

Letícia Gloor – Eu prefiro tirar fotografias naturais. Animais brincando uns com os outros, correndo, recebendo carinho da família etc. Para mim, fotos posadas tiram todo o encanto da imagem, principalmente quando se trata de animais de estimação, que são puros, sensíveis e super espontâneos. Mas em alguns casos as fotos posadas também ficam bonitas, é um registro muito interessante também. Uma foto para um porta-retrato, por exemplo. Toda a família junta, todos lindos e se divertindo. Uma foto como essa é realmente especial, mas uma foto descontraída de um animal correndo, lambendo o rosto do dono, ou o dono demonstrando afeto por aquele animalzinho tão especial. Isso não tem preço.


Cãopetente - Onde é melhor fotografias ou em quais situações? Em casa, ao ar livre, em estúdio.

Letícia Gloor – Fotos ao ar livre costumam ficar mais bonitas. Há mais verde, sol e luz natural, mas muitos animais não são acostumados a ficarem soltos ao ar livre. Nesse caso, as fotografias em casa são ideais. Isso varia muito do estilo do cão, do estilo da família e do estilo de fotos que eles buscam. Fotografias de estúdio também são interessantes, mas eu não trabalho nesse segmento.






Cãopetente - Você produz animais com roupas e adereços?

Letícia Gloor – Até hoje eu nunca produzi meus modelos. É algo que eu tenho bastante vontade, mas até hoje não aconteceu. Quem sabe o Zeus não será o primeiro? Hehehe.

Zeus – Não podia de fazer um comentário aqui, não é mesmo? Sabe, Letícia, que de tanto minha ‘dona de estimação’ fazer eu pagar mico para produzir fotos em datas especiais, já estou me acostumando. Claro que em troca sempre ganho muito carinho e vários petiscos. Afinal, sou cachorro, mas não sou bobo. Au au au au.


E os clientes da Letícia? O que acham dessa história de cliques animais?

A advogada Giselle Carmo e Coura, 30 anos é casada e tem ainda em casa o Bilbo. “Moro com meu marido, o Diego. Sempre quis ter um cachorro, pois gosto muito. Como minha mãe detesta, nunca deixou que eu tivesse um cãozinho. Por isso, somente com o casamento e com a mudança de casa, pude realizar esse desejo. Como no meu prédio os vizinhos foram um pouco relutantes em permitir cachorros, busquei uma raça que fosse silenciosa e não incomodasse e, mediante informações na internet, cheguei ao buldogue francês. Me apaixonei pela carinha bonitinha de tão feia!”

Zeus – Giselle, eu não acho que existem cães feios. Só maltratados. Sou macho, mas meu amigo Diego é lindão!”

Cãopetente - Zeus sempre interferindo, não é mesmo? Acho que vou deixar ele terminar essa conversa. Toca a entrevista Zeus!

 
Bilbo tem nome de personagem de livro. Muito lindo e chique, não é não?

Zeus – Quando conheceu o Bilbo. Giselle?

Giselle Carmo -  Foi no dia 22 de setembro de 2012 que nos apaixonamos pelo Bilbo. O nome é em homenagem ao Hobbit, personagem do livro Senhor dos Anéis, do qual sou fã. Bilbo hoje tem quase dois anos e é a nossa alegria.
Como moramos em apartamento, sempre buscamos dar um pouco de liberdade ao Bilbo, na medida do possível. Então, todos os fins de semana, começamos a levá-lo na Praça JK, onde soubemos que os donos deixavam os cães soltos, sem coleiras.

Zeus – Hum, nunca fui nessa Praça. Quando for à Belo Horizonte, vou fazer uma visitinha. Só não sei se vou conseguir convercer minha ‘dona de estimação’ de que posso ficar sem coleira e não correr atrás dos carros que estiverem passando pela rua. Mas Giselle, e quando conheceu a Letícia?

Giselle Carmo - Um belo domingo apareceu a Letícia, com sua máquina fotográfica, tirando foto dos cães correndo. Ela, então, me deu um cartão e disse que publicaria as fotos no Facebook. Fiz amizade com ela e, dois dias depois, ela postou uma foto maravilhosa do Bilbo, com a cara toda feliz, correndo na Praça. Achei lindo e logo comprei as demais fotos que ela tinha tirado. Portanto, as fotos não foram algo que eu tenha decidido fazer. O encontro com a Letícia foi casual e muito propício. Ela já fez até a gentileza de

Zeus – Agora quero fazer uma perguntinha para o Bilbo. E aí amigão? Você fez pose ou nem quis saber de olhar para a câmera?

Bilbo – Zeus, eu não parei de brincar para tirar foto não. Até porque, acho que sou bonitão demais e acho também que fotos naturais ficam muito mais bonita. A Letícia aproveitou para fazer fotos minhas correndo e brincando e também enquanto eu descansava na sombra. E você poderá ver o quanto ficaram bonitas! Au au au. Sabe como é, né? Embora eu queira brincar o tempo inteiro, meu focinho mais curto não permite. Ás vezes preciso parar para descansar e respirar melhor. Tomar uma aguinha fresca e aí é só ficar de olho que eu farei carinhas perfeitas para fotos. He He.

Zeus – Isso aí Bilbo! Gostei da sua auto estima! Somos mesmo encantadores. Eu concordo com você, amigão!

Giselle disse para o Cãopetente o quanto gostou do resultado. “Acho o trabalho da Letícia maravilhoso, por conseguir captar momentos tão espontâneos e bonitos. Significa, ainda, uma alegria para os donos. Conseguimos ver como nossos queridos animais ficam tão satisfeitos e felizes com um pouquinho de liberdade e oportunidade para brincar.”

Cãopetente – Zeus, agora fica quietinho que eu vou conversar com a Lisly.

Lisly Gomide Leite, 27 anos, é empresária e tem uma paixão em comum com todos nós: animais! Ela tem oito cães. Não é pouco amor, não é mesmo?

Isso é que é uma família bonita!!!! Lisly e sua matilha!
 Lisly Gomide – Tenho oito cães, sendo que seis moram na minha casa e dois em um sítio. São a  Sabrina, Kiki, Tequila, Jinny, Jollie, Kadu, Brahma e Cuddy. Entre eles labradores, Golden retrievers e Bull Terriers. A mais velhinha é a Sabrina, uma labradora preta de 10 anos e o mais novo é o Kadu, um Golden Retriever de sete meses. Todos são como filhos, meu maior orgulho mesmo. A Jollie é uma estrela, pois já foi capa da revista VejaBH e atualmente esta fazendo parte de um comercial na televisão, da ração Quatree.

Cãopetente - Como conheceu a Letícia e o seu trabalho?

Lisly Gomide –  Conheci a Letícia na Praça JK. Estávamos, eu e meu namorado, com nossos cães e a vimos tirando algumas fotos. Como somos amantes dos cães e adoramos tirar fotos para recordações, não pensamos duas vezes em procurá-la nas redes sociais e conhecer mais o seu trabalho. Adoramos, e claro que pedimos fotos dos nossos cães também. 
Cãopetente – As imagens foram feitas na Praça JK mesmo?

Lisly Gomide –  Sim. Na praça JK, onde geralmente a encontro aos domingos. Além de tirar fotos casuais dos nossos cães, ela já foi em um dos nossos "encontros familiares", que é quando nos reunimos com vários cães nascidos em minha residência para nos reencontrarmos. Adoro recordações! São fotos magníficas, que captam cada emoção dos meus cães... Claro que só alegria, ainda mais na Praça.

Cãopetente - Foi difícil conseguir boas poses?

Lisly Gomide – Não foi difícil. Alguns são mais ativos e inquietos, outros muito tranquilos e fazem até pose para as fotos. Mas independente dos cães, a Letícia consegue tirar fotos lindas! Mesmo os hiperativos, ela consegue estar ali, na hora certa, e bater uma foto bacana, seja o cão correndo ou fazendo farra com outros.

Para quem mora na Capital mineira e também quer ver o seu animal de estimação em momentos incríveis, únicos e inesquecíveis, pode fazer um passeio no fim de semana na Praça JK ou ainda entrar em contato com a Letícia Gloor.

Endereços para contato:
instagram/leticiagloor



Curtam mais fotos lindas produzidas pela Letícia Gloor.


 









Até mais ver!

quarta-feira, 26 de março de 2014

Alimentação saudável para os pets?



"Cada refeição servida passa a ser um ato de amor." 

 


Muitos devem se lembrar que, há alguns anos, rações para cães e gatos não eram tão comuns como hoje em dia. Ossos, restos de comida, pães e todo tipo de alimento eram comumente servidos aos pets. Certamente a variação de sabores agradava muito mais ao paladar dos bichos. No entanto, a gorduprovavelmente causavam danos à saúde e, por isso mesmo, até encurtavam suas vidas. Nada muito diferente do que ocorre conosco. Afinal, somos conscientes dos males causados pela opção ‘fast food’.


As rações trazem os nutrientes diários necessários à dieta dos animais e o mercado oferece variedades para atender todas as faixas etárias, àqueles animais que apresentam algum problema específico de saúde e preços diferenciados. A comida processada também facilitou a vida de todos, já que o tempo para o preparo de alimentos tornou-se cada vez menor. Muitos solteiros e novos casais inclusive fazem suas refeições em restaurantes. Fogão em muitas casas tornou-se quase um objeto de decoração.


As rações oferecem muitos pontos positivos. Contudo, também é sabido que todo alimento industrializado tem seus problemas. Os processados podem ser causadores de alergias alimentares, desencadear problemas renais e, há profissionais que também alertam para os malefícios que o alimento processado pode causar em animais que estão sob tratamento de doenças como o câncer, por exemplo.


O que fazer então? Afinal, todos que amam os animais sempre que possível buscam pelas melhores alternativas.


A escolha por alimentação natural, do meu ponto de vista (isso é uma opinião pessoal), será sempre a melhor opção tanto para nós humanos, como para nossos pets. Mas o preparo dela precisa respeitar algumas regras importantes. Alguns alimentos que adoramos e são saudáveis para nós, podem ser tóxicos aos animais. A dieta precisa ser balanceada para não causar sobrepeso e danos à saúde. E é por isso que a orientação de um especialista precisa ser buscada sempre. O Zeus se alimenta de ração. Nós introduzimos um ou outro alimento que temos certeza de que não será prejudicial. Nada de temperos ou gorduras. E com o tempo queremos acrescentar mais e mais ingredientes saudáveis em sua dieta.


Pesquisando o que o mercado também está oferecendo já encontramos petiscos naturais, profissionais que estão investindo na orientação daqueles que estão buscando a alimentação totalmente natural, com cardápios específicos para cada animal; e nessa pesquisa encontramos a Pet Delícia. Ainda não podemos comprar o produto na nossa pequena cidade para oferecer ao Zeus, mas assim que pudermos vamos experimentar.


Nos Estados Unidos, oferecer comida natural aos animais está se tornando uma prática cada vez mais comum. 
Roberta Camara e seu marido Jörgen Dehlbom ao que parece são pioneiros na produção de alimentos frescos no Brasil e chegaram como alternativa para todos que querem se distanciar da ração tradicional e oferecer mais sabor e qualidade aos seus pets. Principalmente para aqueles que não tem tempo de preparar os alimentos em casa.


Jorgen, engenheiro, 44 anos, é o responsável pelo cardápio. Roberta, historiadora com mestrado em museologia “decidiu dedicar-se a uma de suas maiores paixões: cachorros”. Eles moram no Rio de Janeiro e estão expandindo a venda dos seus produtos Pet Delícia para outros estados brasileiros. A Roberta conversou com o Cãopetente e conta um pouco dessa história.




Cãopetente – Como surgiu a ideia de preparar alimentos mais saudáveis para cães?


Roberta Camara - Temos um cachorro, o Eko, que não aceitava ração seca de forma alguma. Passava dias sem comer. Começamos a fazer a ração dele em casa, mas como não tínhamos orientação, era completamente desbalanceada. Começamos a ler sobre alimentação natural e vimos o quanto é fundamental a orientação de um profissional. Em conversas com donos de cães, vimos também que muita gente adoraria oferecer alimentos mais saudáveis, mas não tinha tempo para o preparo. 


Cãopetente - Quanto tempo demoraram entre a ideia e sua formalização, isso é, os produtos Pet Delícia chegando ao mercado consumidor?


Roberta Camara -  Demoramos um ano entre a ideia e abertura da nossa loja. 


Cãopetente - Há quanto tempo os produtos estão no mercado e como pretendem ampliar as vendas para outras cidades do País?


Roberta Camara - Estamos no mercado desde dezembro de 2010. Agora, com alimentos em latas, pretendemos chegar até a metade de 2014 em todas as capitais. 




Cãopetente - Vi no site do Pet Delícia que os produtos não possuem conservantes. Em quanto tempo precisam ser consumidos?


Roberta Camara - Podem ser consumidos em até seis meses os congelados e um ano os enlatados. 


Cãopetente - Qual o peso líquido das latas e o valor de revenda?


Roberta Camara – São 320 gramas, a partir de R$ 6,50 ( Rio de Janeiro e São Paulo).


Cãopetente - Do ponto de vista nutricional, que benefícios observou nos seus cães a partir do momento que começou a introduzir alimentação natural na dieta deles?


Roberta Camara - Os benefícios são inúmeros. Observamos desde urina mais clara, fezes com odor reduzido, felicidade na hora da refeição, e muito mais intimidade entre o bichinho e seu dono. Cada refeição servida passa a ser um ato de amor. 


No site do Pet Delícia há detalhes sobre todo o processo de fabricação, sabores e mais sobre essa iniciativa: www.petdelicia.com.br. Eles também estão no Facebook.



E você? Já introduziu a alimentação natural para seu pet?


Att.: As imagens foram retiradas das páginas do Pet Delícia - site e Facebook.

Até mais ver!

sexta-feira, 21 de março de 2014

Pet a Pet com a 

Cléo: a consultora aventureira




Cleópatra Breezy é uma linda Golden Retriever que adora aventuras radicais




Há algum tempo publicamos a entrevista com Larissa Rios, empresária que idealizou a Turismo 4 Patas. Empresa que promove turismo de aventura para animais e seus donos, e ainda classifica e indica hotéis Pet Friendly pelo Brasil. 

Leia a entrevista com Larissa Rios: http://www.caopetente.blogspot.com.br/2014/01/aventure-secom-seu-pet-experiencia-pode.html


A Turismo 4 Patas conta com uma consultora muito especial e experiente. O nome dela é Cleópatra Breezy, mais conhecida como Cléo. 

Querem conhecer melhor a Cléo? Quem fez a entrevista com ela foi o Zeus no Pet a Pet. E não vamos nos alongar muito na introdução, porque esse Pet a Pet está “animal”!!!

Zeus – Olá Cléo! Qual é o seu nome completo? E sem querer ser indelicado, poderia nos dizer sua idade?

Cléo - Me chamo Cleópatra Breezy, mas todo mundo me chama de Cléo. Minha mamys me chama de um monte de coisas: Quekas, Quekinhas, Lôra, Bebê, Quequé... e eu respondo por todas. Mas quando ela quer dar bronca, aí, é Cleópatra mesmo.....e eu respondo imediatamente eheheheh. Sou uma linda representante da raça Golden Retriever e tenho sete aninhos.


Zeus – Quando você foi morar com sua mamys Larissa?

Cléo - Não sou de nenhum canil. Meus pais pertenciam a um casal e, no primeiro cio da minha mãe, eles os separaram. Mas minha mãe era danadinha e acabou dando um jeitinho de fugir e se juntar ao meu pai...ai, o resto, você pode imaginar. Eu vim ao mundo numa ninhada de 12 douradinhos. O dono dos meus pais nos anunciou para venda e aí minha mamys Larissa viu o anúncio e se interessou. Ela foi lá conhecer a ninhada e assim que coloquei os olhinhos nela, tratei logo de tomar a dianteira e marcar meu território...eu a escolhi.


Zeus – Desde quando viaja com sua mamys para essas aventuras incríveis?

Cléo - Eu viajo com minha dona desde pequenina. Nossa primeira viagem foi para a praia - eu tinha seis meses de idade e não gostei muito da experiência com o mar porque levei um belo caldo. Hehehe. Mas hoje já sei nadar.

Depois tivemos que nos mudar para uma cidade chamada Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e fomos de carro. Foi minha primeira grande viagem. Moramos lá durante seis meses e conhecemos alguns lugares no Sul. Voltamos para São Paulo e não paramos mais.


Zeus – Sua mamys me contou que fez um curso de adestramento inteligente. Quando você era filhote a Larissa já aplicava as técnicas de adestramento com você? Você aprende rápido? Conte a verdade, hem!

Cléo – Quando mamys pensou em montar um negócio pet, ela quis se preparar adequadamente e fez esse curso para entender melhor o comportamento animal. Eu ainda não existia na vida dela, pois fez o curso um pouquinho antes da minha chegada. Mas com certeza, não somente o curso, como também os livros que ela sempre leu sobre o assunto a ajudaram na minha educação e no trabalho na Turismo 4 Patas. Modéstia à parte, eu sou uma cadelinha muito inteligente, esperta e nunca tive grandes problemas comportamentais. Aprendo rápido, entendo as mensagens e comandos. Mamys costuma dizer que o único problema é que eu tenho um "geniozinho de cão" e, às vezes, demoro um pouquinho para me render e cumprir as ordens. Mas sempre obedeço. Não sei a quem puxei...ehehehe.


Zeus – Cléo, além dos comandos básicos, sua mamys te ensinou outros ‘truques’?

Cléo – Mamys focou nos comandos básicos de obediência. Ela queria que eu fosse sua  companheira de viagens, passeios, etc. Então precisava ser socialmente educada. Eu sei sentar, deitar, respeito também o Vem e o Fica, Estes comandos são básicos para a realização do nosso trabalho e também do meu dia a dia com a mamys. Vou a bancos, correios e supermercados, por exemplo, e fico deitadinha, quietinha esperando ela voltar. Não saio do lugar, mesmo que as pessoas passem e tentem me desconcentrar. E tentam muitas vezes. Ela foi me treinando aos poucos, deixando espaços de tempos que iam aumentando gradativamente.... Ela pensa que eu não vejo, mas ainda hoje, às vezes fica escondida me observando.  Agora todo mundo já me conhece e sabem que eu não saio de onde ela me deixa. Só saio do lugar quando ela aparece e me dá o comando Vem.

Mamys não me ensinou muitos truques porque nunca achou necessário nem teve paciência...He he. Mas eu também sei dar a pata e cumprimentar. Mas depois da displasia não me pede mais isso para não forçar minhas patinhas. Às vezes também mamys pede para eu levar a minha guia no passeio e eu  adoro! Me sinto no controle. eheheh. Ah, e não podemos esquecer o Busca que é um dos que ela mais usa para eu buscar minha bolinha, Mas esse ela nem precisa mandar. Ahahah.

Bom, e por último, também tive que aprender o Não Pode. Esse é para eu saber o que posso ou não posso fazer.


Zeus – Você é bem sabida, não é mesmo Cléo? Au au. E bem linda também. (Au, fiquei vermelho). Voltando à entrevista. Também ouvi dizer que você ocupa um posto importante na empresa Turismo 4 Patas. É uma Consultora de Viagens. Chique isso, não é? Qual o seu papel nas consultorias?

Cléo - Eu fui e sou a inspiração da minha mamys. Foi, em parte, por minha causa e por vontade de ter a minha companhia durante as viagens, que ela criou a Turismo 4 Patas. O meu Blog complementa o conteúdo do site com dicas sobre roteiros e aventuras, mas também fala sobre saúde, comportamento, etc. E eu compartilho as minhas opiniões e sugestões. Também sou eu quem testa todos os roteiros de aventuras que a Turismo 4 Patas realiza. E transmito para minha mamys o que eu mais gostei, o que não gostei, o que pode ser perigoso e o que pode  ser mais divertido para nossos clientes.

Zeus – Quais são suas atividades preferidas no turismo de aventura, Cléo?

Cléo - Todas as atividades desde que tenha água e uma bolinha!!! Eu AMO nadar. Amo me jogar num lago ou num rio para ir buscar minha bolinha. E adoro correr solta.

Zeus – Existe algum lugar onde goste mais?

Cléo - Adoro passear. Só não curto muito os lugares fechados tipo shopping... Pois gosto de correr solta.

Zeus – Cléo, qual a sua rotina quando não está viajando? Vi no seu blog que faz acupuntura, tem uma alimentação especial... Tem um motivo especial para isso? É a displasia que citou acima?

Cléo - As pessoas não acreditam, porque me vêm cheia de energia nas aventuras, mas, no dia a dia, em casa, sou uma cachorrinha bem tranquila. Durmo bastante. Só exijo o meu passeio matinal. Mamys me leva para passear todas as manhãs. Às vezes no parque, às vezes na pracinha, às vezes eu a acompanho em algumas tarefas como bancos, correios ou mercados e espero quietinha na porta, como já te contei.

Há pouco tempo descobrimos que eu tenho Displasia Coxofemural e alguns probleminhas na minha coluna. Até nos adaptarmos e descobrirmos a melhor rotina e tratamento sofri um pouquinho. Sentia muitas dores. Mas agora já está tudo bem. Faço acupuntura, tomo alguns medicamentos (complementos com glicosamina e arnica), massagem que mamys aprendeu e compressa de sal grosso. A alimentação é à base de ração rica em glicosamina e alguns alimentos ricos em cartilagem. Esforços físicos são bem controlados.


Zeus – Qual o conselho canino que você dá para prevenir problemas como a displasia coxofemoral, doença que em minha raça, por exemplo, há a predisposição?.

Cléo - Olha, a displasia é uma doença que pode ser genética / hereditária ou adquirida. O meu caso foi o segundo. Sou uma cachorrinha bem explosiva e desastrada. eheheh. Quando busco a minha bolinha, por exemplo, não olho para onde corro ou como vou me jogar... Eu me jogo. Não sei reconhecer meus limites, quero aproveitar intensamente o máximo de tudo. Então, acho que uma das coisas que podem ajudar é o dono ficar bem atento e, se preciso, limitar o seu animal. Pisos escorregadios, subir em locais muito altos também devem ser evitados, pois força demais as articulações. A alimentação rica em glicosamina pode ser adotada também preventivamente.


Zeus – Quais são as limitações de atividades tanto no dia a dia, como em viagens que hoje em dia você precisa respeitar?

Cléo - Eu só preciso entender e respeitar os meus limites. Saber que hoje não posso mais correr como antes, não posso mais pular tanto como antes. E para isso, minha mamys está sempre a postos. A única coisa que eu parei de praticar com a minha mamys foi a corrida. Hoje só caminhamos. De resto, sou uma cachorrinha feliz e vivo normalmente.


Zeus – Por último Cléo, quais são os itens que sempre estão na sua mala de viagem?

Cléo - Ahhhh, caminha, toalhas, shampoo, meu remedinho para as dores da displasia, minha ração e, claro, minha bolinha!!


A Cléo não é demais, galera Cãopetente? Só que tem um detalhe importante a acrescentar e esta semana procurei por ela novamente para saber como está sendo tal novidade em sua vida. Quando eu a entrevistei ela ainda não tinha Alegria. Calma. Não estou falando daquele sentimento de felicidade bem peculiar na nossa espécie. Ela é bastante feliz. Estou falando dessa cadelinha aí em baixo. A irmãzinha da Cléo. Se você acessarem o blog dela verão que a Alegria é bastante espevitada e dá um trabalhão para a irmã mais velha. Mas não resisti e tive que perguntar. Auuuuuuu

Zeus – Cléo, o que você está achando de ter uma irmãzinha tão arteira para brincar e também para participar, junto com você, das atividades da Turismo 4 Patas?


Cléo – A Alegria é uma pestinha e não me dá sossego. Mas, na real? Ela veio mesmo para alegrar ainda mais a nossa casa e me mostrar que, apesar da idade, eu ainda posso ser uma moleca. Quanto às atividades da Turismo 4 Patas, estou mesmo precisando de uma diminuída no ritmo, por causa da displasia e das limitações da idade. Mas não que eu vá parar. Agora vou trabalhar de forma mais relaxada... As obrigações ficarão cada vez mais para a Alegria. A parte da curtição eu cuido. He he

Olhando as fotos abaixo a pergunta é a seguinte: quem não se apaixona por essa dupla? 




Matilha Cãopetente, essa entrevista tem duas mensagens muito importantes: primeiramente sabemos o quanto é essencial não isolarmos nossos pets socialmente. Eles precisam fazer parte da nossa vida fora de casa também. Existem algumas possibilidades e claro que o passeio diário é o primeira delas. Mas o prazer e a alegria em participar de atividades diferenciadas com nossos amores de quatro patas é indescritível. Tem que experimentar para saber. Sempre que possível o Zeus está nos nossos roteiros. E nas férias de janeiro o levamos para conhecer a praia. Foi divertido e fantástico. Super diversão. Lógico que sempre tomando precauções básicas e importantes, inclusive buscando por locais que aceitam animais para que não ocorram situações ruins e o passeio não fique assim tão legal. Regras devem sempre ser cumpridas por nós humanos e pelos amigos estimados.

A outra coisa é o adestramento. Minimamente os comando básicos como a Larissa Rios fez com a Cléo e já está fazendo com a Alegria. Como no ditado "casa de ferreiro, espeto de pau", por alguns empecilhos ainda não fiz tudo o que gostaria com o Zeus. Ele já sabe alguns comandos, mas preciso melhorar seu comportamento em algumas outras situações. No entanto, estou sempre tomando precauções necessárias em passeios e claro, nunca deixando que ele ultrapasse os limites. Afinal, limite para os cães é sinônimo de convivência e mais alegria para eles. Só com limites podemos inserir nosso pet socialmente e torná-lo mais feliz e participativo.


Acessem:

Blog da Cléo: http://turismo4patasblogdacleo.blogspot.com.br/

Site Turismo 4 Patas: http://www.turismo4patas.com.br/htms/default.asp

Facebook: https://www.facebook.com/Turismo4Patas



Até mais ver!